Dialética é trocar

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Dialética é trocar o “ou” pelo “e”. Simples assim. O simples é difícil.

A sombra da caverna é tão necessária quanto a luz do sol. Uma coisa e a outra.

A inovação é tão essencial quanto a rotina que a entrega. Padronizar e destruir o padrão.

A empresa, organização coletiva feita por indivíduos. A alma de cada um contribui para a cultura do todo. O todo e o indivíduo. É a liderança que cola os dois.

A diversidade do indivíduo é a evolução natural da organização que a reconhece, e liberta a cultura para além das abordagens prescritivas e normatizadas. Norma é algo tão necessário quanto a sua contínua substituição.

Ao liderar empresas, sempre estive diante de esquinas, decisões a serem tomadas. Ir por aqui ou por ali? Fomos ensinados a tomar decisões, reconhecidos e elogiados quando seus desfechos são positivos. Mas, o que parecia a melhor decisão ontem, pode não ser a melhor decisão hoje. O tempo pode revelar que a esquina decisória de ontem tenha que ser redesenhada numa helicoide multidimensional onde várias ruas sejam percorridas ao longo do tempo. Uma e outras, não, uma ou outra.

Somos o líder que tudo ouve e o liderado que tudo sabe, o aprendiz arrogante e o mestre de joelhos, Dioniso e Apolo misturados, o passado e o futuro agora, o todo fragmentado e a unidade imutável, o inquieto que persevera, somos a multidão que nos habita e, a cada tempo, um de nós prepondera e sobressai. Como, em sendo assim, apenas seguir normas e não também destruí-las?

A organização em que trabalhamos não existirá mais de tempos em tempos. Imutáveis, como sempre fomos, mudaremos com ela para nos manter vivos em sociedade. Aquele velho sapiens, que habita nossa essência solitária e o infinito dos mistérios, esse, acredito, continuará imutável e intocável.

Qualidade e quantidade devem ser sinônimas e não escolhas.

Autor: Murilo Sampaio

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