Compreendendo a multidão que nos habita

A liderança e o tempo
24 de maio de 2018

Somos algo simples e complexo, plural e único, transparente e misterioso. A palavra não nos alcança por completo, no todo, nem na parte. Somos um conjunto que buscamos entender pelas partes que nos compõem, mas as emoções e o espirito habitam uma dimensão difícil de dividir. Somos todas as características contidas em nós.

Somos a multidão que nos habita.

Em cada um de nós há o universo que não compreendemos. Gosto de olhar o horizonte, linha única, onde se encontram o mundo que vejo com o que imagino.

Tudo isso está na cena diária, no cotidiano das organizações que ainda só insistem em organogramas que nos colocam numa função com um nome. Você é gerente administrativo, comercial ou operacional. Seus subordinados são igualmente definidos e rotulados como peças de um subsistema maquinal. E assim, o mundo parece funcionar.

Mas, o que fazer com essas disrupções tecnológicas que, a cada dia, parece revolucionar a cena diária das pessoas e das organizações? Nosso instrumental sócio-cultural tem se mostrado muito limitado para compreender e absorver o que as inovações têm provocado.

Somos (temos que ser) o velho que se esgota e o novo que brota simultânea e incessantemente. Como lidar com isso sem uma atitude, sem uma alma dialética?

1 Comentário

  1. Claudio disse:

    Eis uma reflexão bastante pertinente que poucos se propõem a colocar no mundo corporativo. Lacan dizia que: eu sou, aonde eu não penso. Já Foucault, que você se expande pessoalmente sem a lâmina do olhar do outro. Como se a partir da solidão, longe da multidão, seria um caminho fértil da singularidade! Será o que o mundo corporativo quer lidar com as singularidades?

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