A liderança e o tempo

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Nós fazemos nossa noção de tempo. O tempo corrido, o tempo que não passa, o que voa e o que para.

Alguns idiomas usam o mesmo vocábulo para o tempo cronológico e o tempo atmosférico. Interessante. Uma das explicações que despertam interesse é aquela que associa a ideia do tempo que passa ao movimento relativo do sol que vai e volta todos os dias, sugerindo um sentido único para o tempo do relógio e o dos céus.

“Se você tem algo importante, dê o desafio para os mais ocupados!”. Ou seja, para aqueles que têm menos tempo livre…. O tempo deveria ser um só, mas pode não ser dependendo de como cada um o interpreta, o sente e o vive.

A dinâmica de cada um configura também o tempo de cada um. O tempo da vida em São Paulo, com sua estressante logística cotidiana, pode ser diferente daquele que pesca em Barra grande na Bahia. Qual é o seu tempo? O tempo do excessivo movimento ou da meditação necessária?

Qual deve ser o tempo da empresa? O tempo que performa a rotina deve ser o de São Paulo ou o de Barra Grande? A criatividade, locus seminal da inovação, está mais associado ao tempo do movimento ou ao da observação?

A cada dia, mais me convenço do poder educativo que a dialética pode nos sugerir… O tempo que desejamos é o tempo que cria e, também, o que performa. É o da rotina que equilibra a vida que compete com a vida que concilia futuro e paz. É o que cria e o que contempla.

A liderança dialética precisa discutir qual é o tempo a ser vivido em cada circunstância.

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